27 de agosto de 2010

ONDA

A minha linha
do horizonte caíu,
a onda parou
e o som
abafou o meu grito
que tropeçou desamparado
no teu abraço.
Espuma de fogo
que afaga o rolar
das minhas mãos no teu coração.
Afago-te,
envolvo-me em deliciosas
contemplações isentas de recordações.
Revivo,
crio abraçada ao teu ser
encostada à ombreira
da soleira da tua paixão...
Percebo a fuga do tremer
de adivinhações que engrandecem
o meu permanecer.
Vislumbro um novo horizonte
um novo confronto
com botões de ídolos.
Persigo a onda
a eterna onda que me persegue
desfaço-a na areia,
peneiro o teu olhar
o teu captar de sorrisos...
Sorrio...
Esboço-te um momento
com chagas abertas,
desertas de embrenhar o nevoeiro estridente.
A necessidade,
a vontade de descobrir
a ruptura inexistente entre nós
entardece-me a dor
que afinal não persiste...
Existe a vida,
existe o momento,
o pensar,
o chegar e o partir...
Enlaça-me o despertar
duma porção de fadiga
que me estafou.
Delenlaça-me
a fragância conhecida
por inoperância,
transplanta-me a alma
transfere-me a calma.
Palavras perdidas
desenhadas na areia
com rosto de maresia,
indica-me
sem tinta,
sem cor,
a verdadeira história de amor...

25 de agosto de 2010

MIAU

Sou como reza o dicionário
faço contas pela tabuada
acerto o passo conforme
o soldado...
Guia, mestre,
inflexível,
tudo opina sobre mim.
Agressão sem justificação
presente
e premente,
sigo o rumo
com direcção ao sumo
ao trunfo,
que guardo na mão
para o que der e vier...
Apago os traços
dilaracerante
que me perfuram
e estrangulam
o mais profundo sentimento.
Luta desigual
opcional
de quem fica para trás.
Empilho
o Corão junto da ovação
que releio
nas palavras de Salomão...
Quanto a sonhos,
esses sim
registam milimétricamente
o meu método
de Rei Negro,
eléctricamente
suspendem a corrente
duma cadeira
que regida
na base da alegria
fornecem energia
a tantos milhões
que seguiram
alguém
que afastou
o buraco do sítio....
Encontrou-se
tricórnio
de ficha tripla,
depósito
de calamidade
sofrida
e adquirida
numa multiplicação mal conseguida
por alguém
que não seguiu...
Penso que
a tabuada,
o dicionário,
o Corão, o Salomão,
descansam no meu coração,
e é no
delírio fanático
enigmático
que salto para
a rua
cantar a saudosa
canção do melão
e esperar
um tostão..............

10 de agosto de 2010

comentários
mariamega2001@gmail.com

ASSIM É ELA

Provinciana
com
traça salazarista
aí vai
a cobra
com alma
de víbora.
Chicote
ao peito
e sorrisos
de bondade
parte
à cata
de alguma
humildade.
Mal
amada
afoga
qualquer
saudade
e
abre
a inviabilidade
de ter
uma vida sadia...

AS QUE QUERIAM SER...

Pergaminhos
de estilo
petulante
é o
que elas gostam...
As
ditas mulherzitas
com patitas
de lagartixa.
Cavam,
cavam
as pobrezitas
mas
só
encontram caganitas!

DELIRANTE PROCESSO NEGLIGENTE

Mulheres
sorturdas
com garras de ursas
que conquistam
apenas
o serviço gasto
e com
ranhuras
que nem
um limar de unhas
é suficiente
para
se aguentarem
nas curvas.
Que decadente processo
em que
delirantes
absorvem o negligente
e sorvem
o pendente.
Aniquilação
total
da sua condição
que promove
a graça,
a feminilidade.
Que vergonha
para a classe
e como
se não bastasse
abundam
por toda a parte...

O CASO GC

O incêndio
está
declarado.
Tudo arde
tudo
toma uma nova forma
uma nova pausa
que divergiu
da causa...
As linhas
afastam-se
nem
permitindo
que paralelas amarelas
sigam
a faísca do enxofre.
Fujo de contradições
e salvo
a esperança pessoal
de um dia
renovar
o contentamento
descontente
que aperto
junto
ao meu esqueleto
que tenta
não ficar obsoleto.
O fraco
chia
irritado
com tanta fadiga,
o outro
aproveita
a caída
e abre
a porta de saída!

O QUE PODE SER FEITO

Levei
uma sova
mas não
fiquei
com os pés
para a cova
mas sim como nova...
Vou
à missa
oiço o galo
e cozinho especiarias.
Sobra-me
agora
e em demasia
cicatrizes
perdidas
com trago de espuma.
Divirto-me
na escrita
e com
alma de artista
prego-te um susto
e declaro harmonia...

RETOMA

O pânico
passou
o choque
bateu de chofre
rebentando o cofre.
Não existiu chave,
não existiu truque,
empurrou-me
para um enclave
sem clave...
Com
vendas transparentes
vou largando
os ataques
que me perfuram
os olhos.
Que terror
que odor
tão audaz
que é capaz
de estralhaçar
o vibrar estrangulado
por mãos fétidas.
Respiro.
Por momentos
consigo respirar.
Ando.
Os passos
tornam-se
corrida rápida.
Penso
corro,
tropeço,
levanto-me
estendo-te o testemunho
do mundo...
A coleira
quebra-se
a corrente
sente
e a alegria
toca à porta.
Vida minha
tão torta
que até
parece anedota!

RETALHOS

Preciso de ti
preciso de ouvir
preciso de ir...
Preciso de achar
preciso de amar
de olhar o luar
de reinar,
de brilhar,
preciso
de voltar,
de me deitar
de decansar...
Preciso de ter
preciso de ser
de ver,
de crer...
Preciso,
preciso de tanta coisa
preciso de perdão
preciso de opção...
Preciso
de colher o ocaso,
de me deixar
andar
ao acaso,
sem rumo
sem fumo...
Preciso do cume
preciso do teu lume.
Acendalha
vibrante
perturbante
e
esclarecedora,
serás sempre
a minha mangedoura...


9 de agosto de 2010

A CILADA DA PRAIA DA CALADA

Gerir
emoções
é tarefa difícil.
Perder
o perdido
é coisa
que não devia
existir.
Beber
fluídos estagnados
provoca
limitações
e confrontações
que não têm fim.
O sabor
a esperança
torna-se
repentinamente
uma façanha
e a dignidade
corre
sérios riscos
de descambar...
Gosto
do teu âmbar,
mas falta-me
o encanto
que
um dia
retirei
do
teu estar.
Como
bonecos
sobre andas
testámos a capacidade
e ficámos
a andar
de banda...
Esmigalhados
e desprotegidos
misturados
em mares
de sarambanda.
Que dança
que não
tem fim
nem clama
por um fio de raíz,
que por
um triz
corre
o risco
de se
esvair em chamas...

BRILHO EMBACIADO

Boneca
de palha de aço
devolve-me
a areia trigueira
que abunda
na fritadeira.
Tudo
não passa
duma brincadeira
e agora
que a vendedeira
levou
a tralha
resta-me
olhar para os cacos
partidos do espelho
que
por dinheiro
te entreguei.
Pedaço
de palha de aço
brilhante
irradiante
diz-me
para que
tiroteiro
me leva o marinheiro...

A SAGA COMEÇOU NA RÉPUBLICA DAS BANANAS

Tentaste
a dor sem calor
o som grosso
prende-me a alma
não estou preparada
para tanta dor
nem para ouvir
nem para sentir
muito menos
para fugir.
Será dentro
do meu ambiente
que mergulharei
onde eu sei
onde eu piso
a terra
como o meu andar.
Determinada
sem estrada
sem entrada.
Se quero sair?
Se quero cair?
Um dia
quando a pégada
ficar movediça
será hora
das perguntas.
Nunca
a ti
nunca
para ti,
subir a rampa
díficil se tornará
senão desviares
o teu olhar
e me
crucificares
de tanto tentar
salvar-te.
Como seria
se a ira
não perdurasse?
Se eu amasse?!
Se tu amasses?!...
Se ao menos
suportássemos
o achado
e não
partilhássemos
o machado...
Gata selvagem
por vezes,
arrredia
ou esquiva.
Valores conseguidos
de quem foge
de quem ladeia
a fronteira
do inesquecível
e que
se tornou
invencível...

3 de agosto de 2010

É SEMPRE BOM

Falar
de amor
é sempre bom...
É sempre
doce que te apetece,
é sempre
carga positiva,
que faz faísca
e ilumina
a pilha...
Pensar
em amor
já
me transporta fácilmente
à imaginação
que me
permite
deslaçar
e sonhar
que te vou ter...
Fazer
amor
é voar alto
trazer
cantos de vales
e planícies
afagar
o feno
e desmoer
a mente...
Possívelmente
sussurrar
pelo canto
a uma
semente,
e suavemente
deixar
escorregar
o brilho
do maior encanto
que
é fazer um filho...
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mariamega2001@gmail.com

CONTROL

Tenho
um prego
espetado
no cérebro.
A confusão
perdura
a evasão
filtra canais
de expansão.
O roncar
de motores
promete
capacidades
para transmissão.
O dom
exacto
responde
exactidão,
perfeição,
colaboração,
exijo
ao meu transtorno.
A exaustão
atinge
o cúmulo
do esforço
e o
cérebro furado
vai-se esvaíndo
em pingos
de sopapos
pervertidos,
que transferem
latitudes
isentas
de atitudes...
Que será
que o prego quer?
Nem
já sinto o que comanda
sinto sim
a dor
como avança
com corte
de catana.
Onde
paira o susto
que me
acompanha?
Será de ferrro
como o prego?!
Mesmo assim
persisto
na conquista
e
realizo
que
o sentido inverso
da minha estima
não
passa pelo prego...

MANIFESTOS

A droga
é boa
deixa
o corpo libertar
a zona
solta,
onde pouca
agitação
ainda precisa
de
uma lição.
O risco
do limite
dança
justo,
radical,
junto
ao apertar
de figuras imaginárias.
O perceber
do saber
finalmente
encaixa
sem doer
e o
sacríficio
vira maravilha...
Explosões
de lentidões esquecidas
penetram
divinas
e acendem-se
luzes
de oportunidades
carregadas
de saudades...
Proezas
com certezas
rodeiam
o espaço
duma dimensão
literalmente preocupante.
Aproveito,
mudo de quadrante
e sigo
na boleia
dum navegante...

SER CABRA OU NÃO SER

Inundada
em atmosferas
vibrantes,
saltita
oportunista.
Parece
um estadista
com alma
de fadista...
Precisa
por vezes
de facilitar
o estranho
com manhas
e façanhas.
Possuída
envolve
então a razão
que lhe dá
plena satisfação
para percorrer
livremente
a linha da confusão...
Quando chega
o perdão
não sabe
apanhar um não
e cobra mesmo
com caixa de latão.
Que dúvida
doentia
me percorre
a espinha
capaz de me deixar sózinha...
Ser
cabra
ou
não ser?!
Como
mesmo
o saber...

POR VEZES

Nada é mais simples
do que o evidente.
Evidentemente
que aborrece
muito falso vidente
que por aí
aparece...
Seguir
a regra
de deixar
em água caliente
absorve
sentimentos
que
por aí
diversos
se protegem
de vozes
insuficientes.
Salva-se
o auto-suficiente...
Se por vezes
por
evidente
se torna carente,
o que eu desejo mesmo
é
ser penteada
pelo teu pente.
Simplesmente...
Docemente...
Com
batida de valente!

COISAS

Nem a morte
resiste a desabafos
de declínios evasivos.
Nem a sorte
evolue
enquanto o porte
não definir
a concha
do cristalino
nem mesmo
cortes
suportam
laçarotes postiços
metediços
inundados
de aldrabisses...
Empurrar
a sorte
num sentido positivo
facilita
o pendurar
de crucifixos.
Esperar
a morte
é negativo,
dar o corte
dá sorte.
Será
que o teu porte
é forte
em demasia,
cabrita duma figa...

24 de julho de 2010

TEOREMA DA CURA

Existem
sempre
dois patamares
de nuvens.
Existem
sempre
dois patamares
de terrugem.
Que
com ou sem
efeito nocivo
encobrem as nuvens...
Também
existem sempre
dois patamares
de esperança.
Um
em que se lança a lança,
outro,
que serve
para a matança.
Se
eu desfizer as nuvens,
espantar
a terrugem
e lançar a lança
na
direcção exacta,
sucede
então
que
a água brota
e
me indica o caminho.
E assim
conseguirei
suplantar
decisões,
afirmações,
sugestões,
arrebitar as poções
e
praticar
as
minhas opções...





EXISTE ÉDEN?

Esfrego
os olhos
de
tanto cansaço,
viro
o corpo
e
limpo
uma lágrima
que
perdura
junto a mim...
Olho o céu,
as nuvens
saltam
em correrias...
A
brisa traz
sons vadios
de miúdos
que
lá de cima
espevitam o dia...
Largas arvores
acendem
o lume
que
as irá
transportar
até
ao cume...
Os
olhos pesam-me,
a
boca seca-me
o ego cego
de quem
quer
estrear o
radiar
dum
pestanejar esquecido.
Só mesmo
o carregar
em pedais
desvanece
o
suplício
e
me obriga
a encontrar
o orifício...
Como seria
se
a saliva
partisse
à deriva....
Escrivã,
anciã
só
me agradaria
mesmo
era
trincar
uma maçã!
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mariamega2001@gmail.com

MELINHO

Se
do teu
canto
falasses
eu
emudeceria...
Se
me
estendesses
a
mão
eu
aceitaria...
se
a
preocupação
falasse,
talvez
a hora perdida
travasse
a
guerra
desta minha agonia.
Agora,
o mundo
vizualiza arco-íris
de papel.
Sabe-me
bem o teu mel
que
brilha e
me
entardece
o
meu mundo
que padece.
Mas acredita
que
ainda relembro
o
teu
cabelo
cor de mel...

OUT FAMILY

Penas
espetadas
rabos
virados para a lua,
aí vão eles
desertos
por
mais
um bom
prato de ração.
Enquanto
espremem
as esponjas,
bramam
e
barafustam
e
com
cara de melão!
Que situação
tão
isenta
de coração...
Nem
mesmo uma poção,
lhes
suaviza
as caras
de cão...
Que ladrar,
que pivete que inunda a nação.
Curvados
quase rastejam,
ávidos
de se
banharem em ódio.
Bem precisam
duns
tampões de clorofórmio.
Gentinha animalesca,
residente
em
circos fora de prazo.
Que atraso
Deus meu,
chega mesmo
a
ser rídiculo...
E
entre tiros
e
trovões,
dona trampa
circula
e já sem tampa.
Lamúrias insalubres
escutam-se
pelo corredor.
Entre loiças
e
pulgões
surgem
brincos
e afins...
Que
vazio,
que
podridão.
É
o caos da população.
E nem sabem
porquê,
mas
é
você
que de galho
em
galho,
encontrou o atalho
para
resolver
a
situação...


NOITE EM COLARES

A louca
grita
o cão
do lado
ladra,
o
outro
lá
do outro lado
uiva...
Nada
se respeita.
Assusto-me!
Divagueio
no
mundo
novo de sensações.
Balanço
ao
sabor
duma corrente,
reparo
que
o nascer duma loucura
me faz
lembrar
valsas de embalar...
Derrotada,
deliciada,
embalo-me
com
sede
de roçar
a verdadeira loucura
que
torneando
voraz
apresenta-se
capaz
de devorar
contas de marfim.
Pausa,
por fim!
A causa?
Impossível
ter fim...

MORTE OU UM NÓ DESTRANCADO

Que bom
que
é chegar
ao
fim
e
apaixonar-se
por um jardim...
Aconchegar
o
som
do pensamento,
suavizar
o momento.
Esticar os dedos
e
colher
a
motivação.
Suspender
o
regalo
de
sensações
vazias!
Pensar
e
amar!
Sómente
acreditar
no
rasgar
dos sentimentos.
Desocupar
lugares que
boiam
no vazio,
tapar
a
válvula
para
que
não sugue mais...
Desdobrar
para
lá
da imaginação
o
porquê do sentido!
E
como peso sem medida,
subir
no
meu
pé leve...
Ao
de leve
imaginar
que te tenho...
Ditar-te
o mote
com
que vou
encher
o pote.
Que
a terra se espalhe por fim
e
que
o pó caia sobre mim!

comentários
mariamega2001gmail.com

1001 BEIJINHOS

Tudo começou
com
uma
pequena brincadeira
de
caminhos,
onde
a fantasia existia
e
preenchia
o
teu
espaço de menino...
Sonhos
do além
que
te espalhava
com aplausos
de
percursão vadia.
Capítulos profundos
com mistura
de
raciocínio
que
se
fundiam
em divagações.
Sorrias por mais...
Por
mais alegrias
de
quem
transportou
no dia
comoções
em
demasia
e
te deram
a fortuna
de
construíres
uma
capa
de sabedoria.
Tanta tralha
sem calha
que falha.
Que acha
tão
dura
de trilhar.
Momentos
de
pausa
com
ou sem
causa?!



DESEJOS

Como
eu gostava
de
ter
uma
saboneteira
de prata...
Caricata,
lavada
e gasta.
Onde
um só basta,
entorna
e
amorna
o
lavar
das minhas mãos.
Brilho reflexo,
matreiro
e
sorrateiro
de
quem
necessita
dum canteiro...

VADIAGEM CÍCLICA

Lambe-me
língua vadia
sem
escrúpulos
mas
digna.
Aperta-me
o
estímulo
e
provoca-me
desatinos
que
um dia provei
longe
dos olhos fatigados,
mastigados
que
rasgados
pediam
clemência
Língua vadia
pergunto-me
um dia
onde
fica mesmo
o
sítio
que
brilha
dentro
dum copo de magia...

REDE DE LUA

Rede de lua
estampada
no teu corpo
que delinea
o teu rosto
composto
dum
gosto tardio
e
vadio
de perfume
que agonia
o simplificar
do
olhar
que
dum trago
esvazia
a vasilha
que
prende
a
ponta
do fio
duma rede fixa
que atira
a caracteristica
elementar
da saudade que
um dia encontrei
nos
teus braços.
Rede minha
essa
sim de lua
profunda
espaçosa
e
vagarosa
que
ousa entrar
no
meu caminho...
Sensações calorosas
que
me dão arrepios
e
me provocam
partilhas sentidas
de
quem esgota
as gotas
que
implicam
com a situação definida
de réstea finas
que
esborratam
o findar
de
cada uma
das tuas fases..
Recolher
por fim o abraço que
prende
a minha teia
com que moldei e soltei
esta rede.
Espandir o ir,
sorrir
ao que vai vir,
pois
só
a subir
e a
sorrir
conseguirei
produzir redes
sem
poisar na tua sede
que
ficou
presa
em redes
puxadas por gruas
que
me
põem na lua!

INICIO DE VIAGEM

A hora
da decisão
caminha
velozmente,
subitamente
oferece-me
um copo de ilusões...
Permitem-se
intervenções,
safa-se
a recente
aquisição
de transacções,
ferve
como um vulcão
em erupção.
As veias
enchem-se
de gotas
de perfuração
que rebentam
em partículas
de invenção sofrega...
Esfrego a lâmpada...
Respostas
sem costas
assomam
nas ameias
dum sufrágio
que escapa
do naufrágio de prelúdios.
Interlúdios,
dia,
noite...
Será assim?
Será tão assim?!
Que pelintrisse
que pedinchisse,
do disse
que não disse...
Ruptura
que deseja
sutura,
sem reverso
de cultura.
Rompem-se
costuras,
as costas surgem
enfim
dilaceradas,
pregadas em linhas
de companhias
que condizem
e se dirigem
para
o ruído
que me suaviza...
Disse,
ou
não disse.
Ouviste!!!

O HOMEM DAS INSÓNIAS PASSOU E CONTOU-ME UMA HISTÓRIA

Cantava,
tocava
e seduzia...
Seu corpo
bamboleava
tornando
o samba
que embalava
sem tampa!
Seu brilho
filtrava
a raíz
dum berloque.
És escroque?!
Mais tarde
dou-te
um toque...