A louca
grita
o cão
do lado
ladra,
o
outro
lá
do outro lado
uiva...
Nada
se respeita.
Assusto-me!
Divagueio
no
mundo
novo de sensações.
Balanço
ao
sabor
duma corrente,
reparo
que
o nascer duma loucura
me faz
lembrar
valsas de embalar...
Derrotada,
deliciada,
embalo-me
com
sede
de roçar
a verdadeira loucura
que
torneando
voraz
apresenta-se
capaz
de devorar
contas de marfim.
Pausa,
por fim!
A causa?
Impossível
ter fim...
24 de julho de 2010
MORTE OU UM NÓ DESTRANCADO
Que bom
que
é chegar
ao
fim
e
apaixonar-se
por um jardim...
Aconchegar
o
som
do pensamento,
suavizar
o momento.
Esticar os dedos
e
colher
a
motivação.
Suspender
o
regalo
de
sensações
vazias!
Pensar
e
amar!
Sómente
acreditar
no
rasgar
dos sentimentos.
Desocupar
lugares que
boiam
no vazio,
tapar
a
válvula
para
que
não sugue mais...
Desdobrar
para
lá
da imaginação
o
porquê do sentido!
E
como peso sem medida,
subir
no
meu
pé leve...
Ao
de leve
imaginar
que te tenho...
Ditar-te
o mote
com
que vou
encher
o pote.
Que
a terra se espalhe por fim
e
que
o pó caia sobre mim!
que
é chegar
ao
fim
e
apaixonar-se
por um jardim...
Aconchegar
o
som
do pensamento,
suavizar
o momento.
Esticar os dedos
e
colher
a
motivação.
Suspender
o
regalo
de
sensações
vazias!
Pensar
e
amar!
Sómente
acreditar
no
rasgar
dos sentimentos.
Desocupar
lugares que
boiam
no vazio,
tapar
a
válvula
para
que
não sugue mais...
Desdobrar
para
lá
da imaginação
o
porquê do sentido!
E
como peso sem medida,
subir
no
meu
pé leve...
Ao
de leve
imaginar
que te tenho...
Ditar-te
o mote
com
que vou
encher
o pote.
Que
a terra se espalhe por fim
e
que
o pó caia sobre mim!
1001 BEIJINHOS
Tudo começou
com
uma
pequena brincadeira
de
caminhos,
onde
a fantasia existia
e
preenchia
o
teu
espaço de menino...
Sonhos
do além
que
te espalhava
com aplausos
de
percursão vadia.
Capítulos profundos
com mistura
de
raciocínio
que
se
fundiam
em divagações.
Sorrias por mais...
Por
mais alegrias
de
quem
transportou
no dia
comoções
em
demasia
e
te deram
a fortuna
de
construíres
uma
capa
de sabedoria.
Tanta tralha
sem calha
que falha.
Que acha
tão
dura
de trilhar.
Momentos
de
pausa
com
ou sem
causa?!
com
uma
pequena brincadeira
de
caminhos,
onde
a fantasia existia
e
preenchia
o
teu
espaço de menino...
Sonhos
do além
que
te espalhava
com aplausos
de
percursão vadia.
Capítulos profundos
com mistura
de
raciocínio
que
se
fundiam
em divagações.
Sorrias por mais...
Por
mais alegrias
de
quem
transportou
no dia
comoções
em
demasia
e
te deram
a fortuna
de
construíres
uma
capa
de sabedoria.
Tanta tralha
sem calha
que falha.
Que acha
tão
dura
de trilhar.
Momentos
de
pausa
com
ou sem
causa?!
DESEJOS
Como
eu gostava
de
ter
uma
saboneteira
de prata...
Caricata,
lavada
e gasta.
Onde
um só basta,
entorna
e
amorna
o
lavar
das minhas mãos.
Brilho reflexo,
matreiro
e
sorrateiro
de
quem
necessita
dum canteiro...
eu gostava
de
ter
uma
saboneteira
de prata...
Caricata,
lavada
e gasta.
Onde
um só basta,
entorna
e
amorna
o
lavar
das minhas mãos.
Brilho reflexo,
matreiro
e
sorrateiro
de
quem
necessita
dum canteiro...
VADIAGEM CÍCLICA
Lambe-me
língua vadia
sem
escrúpulos
mas
digna.
Aperta-me
o
estímulo
e
provoca-me
desatinos
que
um dia provei
longe
dos olhos fatigados,
mastigados
que
rasgados
pediam
clemência
Língua vadia
pergunto-me
um dia
onde
fica mesmo
o
sítio
que
brilha
dentro
dum copo de magia...
língua vadia
sem
escrúpulos
mas
digna.
Aperta-me
o
estímulo
e
provoca-me
desatinos
que
um dia provei
longe
dos olhos fatigados,
mastigados
que
rasgados
pediam
clemência
Língua vadia
pergunto-me
um dia
onde
fica mesmo
o
sítio
que
brilha
dentro
dum copo de magia...
REDE DE LUA
Rede de lua
estampada
no teu corpo
que delinea
o teu rosto
composto
dum
gosto tardio
e
vadio
de perfume
que agonia
o simplificar
do
olhar
que
dum trago
esvazia
a vasilha
que
prende
a
ponta
do fio
duma rede fixa
que atira
a caracteristica
elementar
da saudade que
um dia encontrei
nos
teus braços.
Rede minha
essa
sim de lua
profunda
espaçosa
e
vagarosa
que
ousa entrar
no
meu caminho...
Sensações calorosas
que
me dão arrepios
e
me provocam
partilhas sentidas
de
quem esgota
as gotas
que
implicam
com a situação definida
de réstea finas
que
esborratam
o findar
de
cada uma
das tuas fases..
Recolher
por fim o abraço que
prende
a minha teia
com que moldei e soltei
esta rede.
Espandir o ir,
sorrir
ao que vai vir,
pois
só
a subir
e a
sorrir
conseguirei
produzir redes
sem
poisar na tua sede
que
ficou
presa
em redes
puxadas por gruas
que
me
põem na lua!
estampada
no teu corpo
que delinea
o teu rosto
composto
dum
gosto tardio
e
vadio
de perfume
que agonia
o simplificar
do
olhar
que
dum trago
esvazia
a vasilha
que
prende
a
ponta
do fio
duma rede fixa
que atira
a caracteristica
elementar
da saudade que
um dia encontrei
nos
teus braços.
Rede minha
essa
sim de lua
profunda
espaçosa
e
vagarosa
que
ousa entrar
no
meu caminho...
Sensações calorosas
que
me dão arrepios
e
me provocam
partilhas sentidas
de
quem esgota
as gotas
que
implicam
com a situação definida
de réstea finas
que
esborratam
o findar
de
cada uma
das tuas fases..
Recolher
por fim o abraço que
prende
a minha teia
com que moldei e soltei
esta rede.
Espandir o ir,
sorrir
ao que vai vir,
pois
só
a subir
e a
sorrir
conseguirei
produzir redes
sem
poisar na tua sede
que
ficou
presa
em redes
puxadas por gruas
que
me
põem na lua!
INICIO DE VIAGEM
A hora
da decisão
caminha
velozmente,
subitamente
oferece-me
um copo de ilusões...
Permitem-se
intervenções,
safa-se
a recente
aquisição
de transacções,
ferve
como um vulcão
em erupção.
As veias
enchem-se
de gotas
de perfuração
que rebentam
em partículas
de invenção sofrega...
Esfrego a lâmpada...
Respostas
sem costas
assomam
nas ameias
dum sufrágio
que escapa
do naufrágio de prelúdios.
Interlúdios,
dia,
noite...
Será assim?
Será tão assim?!
Que pelintrisse
que pedinchisse,
do disse
que não disse...
Ruptura
que deseja
sutura,
sem reverso
de cultura.
Rompem-se
costuras,
as costas surgem
enfim
dilaceradas,
pregadas em linhas
de companhias
que condizem
e se dirigem
para
o ruído
que me suaviza...
Disse,
ou
não disse.
Ouviste!!!
da decisão
caminha
velozmente,
subitamente
oferece-me
um copo de ilusões...
Permitem-se
intervenções,
safa-se
a recente
aquisição
de transacções,
ferve
como um vulcão
em erupção.
As veias
enchem-se
de gotas
de perfuração
que rebentam
em partículas
de invenção sofrega...
Esfrego a lâmpada...
Respostas
sem costas
assomam
nas ameias
dum sufrágio
que escapa
do naufrágio de prelúdios.
Interlúdios,
dia,
noite...
Será assim?
Será tão assim?!
Que pelintrisse
que pedinchisse,
do disse
que não disse...
Ruptura
que deseja
sutura,
sem reverso
de cultura.
Rompem-se
costuras,
as costas surgem
enfim
dilaceradas,
pregadas em linhas
de companhias
que condizem
e se dirigem
para
o ruído
que me suaviza...
Disse,
ou
não disse.
Ouviste!!!
O HOMEM DAS INSÓNIAS PASSOU E CONTOU-ME UMA HISTÓRIA
Cantava,
tocava
e seduzia...
Seu corpo
bamboleava
tornando
o samba
que embalava
sem tampa!
Seu brilho
filtrava
a raíz
dum berloque.
És escroque?!
Mais tarde
dou-te
um toque...
tocava
e seduzia...
Seu corpo
bamboleava
tornando
o samba
que embalava
sem tampa!
Seu brilho
filtrava
a raíz
dum berloque.
És escroque?!
Mais tarde
dou-te
um toque...
SABER ESCREVER
Agora
escrevo
mais tarde,
onde
a hora
demora
e
a
goma
descola...
Agora
escrevo
sem
hora
e
não
imploro
por compaixão...
Agora
escrevo
sem
norte,
mas
com sorte
de
quem
apetece...
Agora
escrevo
porque quero
que
assim
seja
e
que esteja satisfeita
porque
juntei
a
hora,
e
jurei
não mais
andar à nora.
E
por
fim
escrevo mesmo
porque sim
larguei
o arresto...
escrevo
mais tarde,
onde
a hora
demora
e
a
goma
descola...
Agora
escrevo
sem
hora
e
não
imploro
por compaixão...
Agora
escrevo
sem
norte,
mas
com sorte
de
quem
apetece...
Agora
escrevo
porque quero
que
assim
seja
e
que esteja satisfeita
porque
juntei
a
hora,
e
jurei
não mais
andar à nora.
E
por
fim
escrevo mesmo
porque sim
larguei
o arresto...
VINCENT IN NY
Por baixo
dos carris,
vive o Vincent.
Ainda pensa
ainda mexe
ainda clama
e
espanta
a comunidade.
Transporta
a
saudade
que
a face tosca
lhe obriga
a esconder
o filme duma vida,
que nem
em filme
ele ousa viver...
Que explicação
existirá
para responder
a hesitações
de figuras explosivas
que insistem
em luzes tardias.
Sorte
a dos filmes
produzidos sobre carris.
Relinchos de sopros
de confrontos sonantes
e petrificantes,
vorazes de curvas
que derrotam
tira-linhas.
Risca o mapa,
risca do mapa
a capa
cheia
de nata
que sulca
o sabor da tua boca.
Aproveita
torce
e foge,
deixa esse caminho,
penetra por debaixo,
levanta o espanto
alcança sem descanso
o vagão
que transporta
o supremo
da diversão...
dos carris,
vive o Vincent.
Ainda pensa
ainda mexe
ainda clama
e
espanta
a comunidade.
Transporta
a
saudade
que
a face tosca
lhe obriga
a esconder
o filme duma vida,
que nem
em filme
ele ousa viver...
Que explicação
existirá
para responder
a hesitações
de figuras explosivas
que insistem
em luzes tardias.
Sorte
a dos filmes
produzidos sobre carris.
Relinchos de sopros
de confrontos sonantes
e petrificantes,
vorazes de curvas
que derrotam
tira-linhas.
Risca o mapa,
risca do mapa
a capa
cheia
de nata
que sulca
o sabor da tua boca.
Aproveita
torce
e foge,
deixa esse caminho,
penetra por debaixo,
levanta o espanto
alcança sem descanso
o vagão
que transporta
o supremo
da diversão...
REJEIÇÃO
Se a rejeição falasse...
Dar-te-ia
a comoção
que encontrei agonizante,
numa estação
de barcos a vapor...
Rio abaixo,
direita ao agonio
passei sem olhar
e encontrei no tropeço
o meu sofrimento.
Saudei-lhe um cumprimento,
entupi o momento
cuspi moldes
montei
peturbações
e
lembrei-me
que ainda
tinha espetado
um cheiro
daquela rejeição,
que me fazia franzina...
Tina
que tinha
tinta
que
era
bonita,
escreve assim
como eu gosto
tudo
numa
só
linha!
Dar-te-ia
a comoção
que encontrei agonizante,
numa estação
de barcos a vapor...
Rio abaixo,
direita ao agonio
passei sem olhar
e encontrei no tropeço
o meu sofrimento.
Saudei-lhe um cumprimento,
entupi o momento
cuspi moldes
montei
peturbações
e
lembrei-me
que ainda
tinha espetado
um cheiro
daquela rejeição,
que me fazia franzina...
Tina
que tinha
tinta
que
era
bonita,
escreve assim
como eu gosto
tudo
numa
só
linha!
PENSAMENTOS NOCTURNOS
A música é negra
toque de ritmo vermelho
com saber de cigana...
Deita as cartas menina,
tira a sorte,
guarda o teu porte
suporta o timbre.
Dança
e mexe o ventre,
sente,
prende o som
que solta o teu engodo.
Mistura fugas
de acordes
que permitem
o deambolar
de notas perdidas.
Endofinas,
morfinas
e bebidas sem medidas
que esvaziam
pautas plantadas em quinas,
saídas
de rebuços
que aquecem
suavemente
a minha mente,
crente,
pendente,
sobre uma salva
que um dia
transportou arritmias
dum bater
dum coração
onde por fim,
estabilizou o sofrimento
relatado
num rosto
deslavado
dum soldado mulato.
toque de ritmo vermelho
com saber de cigana...
Deita as cartas menina,
tira a sorte,
guarda o teu porte
suporta o timbre.
Dança
e mexe o ventre,
sente,
prende o som
que solta o teu engodo.
Mistura fugas
de acordes
que permitem
o deambolar
de notas perdidas.
Endofinas,
morfinas
e bebidas sem medidas
que esvaziam
pautas plantadas em quinas,
saídas
de rebuços
que aquecem
suavemente
a minha mente,
crente,
pendente,
sobre uma salva
que um dia
transportou arritmias
dum bater
dum coração
onde por fim,
estabilizou o sofrimento
relatado
num rosto
deslavado
dum soldado mulato.
12 de julho de 2010
1 de julho de 2010
2001 ODISSEIA NO ESPAÇO

Loucuras dispersas
que caem em roldão.
Odisseias de macacos
selvagens,
irritantes,
desesperantes.
O espaço
acaba
transforma-se
em bolhas de sabão.
Transportam
pragas
e chagas petulantes...
Escavadoras
fugidias
assomam
risonhas
e despreocupadas.
Uma massa
bruta
de neurónios
fundidos,
derretem a lava.
Escorrem
escorregam...
Amarfanho
ilusões
profanações.
Dedilho
constelações,
simplifico diagramas
e a dimensão
modifica-se
como
se explorasse
movimentos consumados.
O sangue
espirra,
o ardor
de atingir
sombras tranquilas
acontece.
O arrasto
de sagas
ilude
a transposição
de perfis transparentes.
Sulca
o declínio
alarmante
duma simples arrogância
onde
a ganância
seduz
e a audácia
produz.
Presumo
e
assumo
que
me apetece
voar
como os macacos.
Voltei ao meu natural...
30 de junho de 2010
SOLUÇÃO
ladram.
o som perturba-me
esgota-me...
Desfalece-me,
o soluço cansado
que elaborei durante o dia.
Dobrados,
sobre pedras aguçadas
outros sons resurgem.
Esses irresponsáveis!
Vozes revoltas,
que se arrastam,
motores toscos e agonizantes...
Parou!
Parou tudo!
Não cheiro mais sons.
Traço uma linha
na minha imaginação
e pinto-a.
Sonho olhá-la,
agora...
Sem som!
E o quadro
marcado no fim da linha
aguarda.
Ligo o som!..........
29 de junho de 2010
ESTAR CONTIGO
Estar contigo,
é como ancorar, num porto
onde o calor do sopro,
aquece a minha mente.
É como abraçar um mar,
que eu não conseguia ir.
É uma magnífica sensação
de sorrir,
a tudo que não existe...
É largar a corda da vida,
desprender,
trazer e colher...
É saber,
sem nunca esquecer
que o perder,
não permite.
É brincar,
é praticar,
é salvar.
É lavar,
e saborear o gosto brilhante
que a luz dos teus olhos,
me enlaça o carinho...
É clamar à onda
que bate na estrada,
duma enseada em fuga
É luta!
É o rachar da fechadura.
É grito que explode,
É travo fervente!
É o relembrar,
de tudo aprendido.
É o topo do jogo
sem lançar trunfos...
É amar!
É viver!
É saber estar,
e fluir...
26 de junho de 2010
SOME PORTUGUESE WOMEN BORN +- 1930
Mulheres que arrastam os pés,
que não conduzem o leme,
que não pularam a sebe...
Que nem,
2 chás das 5,
serviram para debulhar o seu altar...
Mulheres que não aplaudiram o tempo,
que não apalparam o calor da noite,
que não possuem carisma...
Mulheres que pensam,
que o bater do talismã
que prendem junto ao peito,
lhes dá sómente,
uma falsa imitação
do subtrair da razão...
Mulheres que enfatuam
saudades mal geridas,
caturras,
obtusas...
Que merda merda de criaturas!!!
Que não quiseram engordar gerações futuras.
20 de junho de 2010
ALGUM AMOR
PURPLE RAIN
És tu,
meu cavaleiro de chuva roxa,
que marcas as passadas desta minha caminhada...
Senhor digno,
que carregas o peso da cor sem dor...
Apetece-me.
amar-te,
desejar-te,
esperar-te sem nenhum estandarte...
Nua e crua,
a verdade perdura,
e não tem cura...
De rastos,
com os pés gastos,
estendo-te então estas minhas mãos duras...
Chuva roxa,
que não és coxa,
estande-me uma estrada,
sem ser frouxa!
LUAS
Estava Ícaro ainda no rescaldo dumas quantas labaredas, mais rebeldes, que lhe
aqueciam o seu formoso traseiro, quando deparou com uma Lua deslumbrante, que
o perturbou na sua azáfama de sacudidelas de restos de cinzas, que teimosamente se
alapavam aos seus gestos dourados...
Lembrou-se então duma irrequieta bruxinha, que vivia do outro lado das serranias...
Como de deslumbre fantástico todo o Universo é concebido, agitou a sua telepatia, movida por alta energia e tocou-lhe à campainha.
Contou então à dita bruxinha, que ele sabia que possuía alma sadia, o encanto que então vira!
Sábiazita a pequenita lá no seu mundo de fantasia e agradada com tanta gentileza de tal ser, apressou-se a retratar esta imensa maravilha, para um dia lhe oferecer...
LUAS
Ao veres a bela,
e longa lua cheia
plena de brilhos,
irradiando o começo da noite...
Lembraste-te de mim!
Surpresa boa a minha,
de reconhecer em ti,
o que me espanta,
o que me encanta...
Como pérola tardia,
que sou da cor da lua,
rolei para ti,
levando-te o canto divino,
que dorme no meu leito...
Rodeio-te,
ladeio-te,
contorno-te, com cheiro de musa...
Enterro as minhas mãos no teu corpo,
deleito-me em ti,
com toque de sol,
captando a tua força,
a tua luz,
que me deslumbra,
e me dirige ao teu prazer...
Agradeço-te,
no teu compasso,
com trato de sereia,
que seduz,
e maneja o saber...
Aí a torre desvia,
e a tua luz forte,
capaz de me derrubar,
aquece-me então...
Derretendo o meu coração...
LUAS
8 de maio de 2010
AQUELA HORA
O QUE EU SENTI E ESCREVI NA HORA EM QUE O MEU FILHO PARTIU.................
AINDA BEM QUE O SENTI ASSIM.
AINDA BEM QUE O ESCREVI................................
A santa sorria,
através do deslize do vidro...
As horas batiam,
como pedradas ocas...
O livro saltava das folhas,
as letras suspiravam por mim.....
Peguei em ti,
minha pétala rasgada sem fim,
rocei-te o meu instinto tardio,
amaciei a minha pele,
no teu carinho,
no teu afecto...
A santa sorriu,
o jarro estalou,
o copo partiu,
levando com ele as horas,
que rolaram,
soltas,
livres,
do método,
do abafo...
Dum rasgo olhei,
e a santa sorriu!
Que estejas em paz Francisco
2 de maio de 2010
LIBERTAÇÃO
Pedes-me então agora,
para eu não me despir!
Como tal o conseguirei fazer,
se a existência, da minha vida,
é o sentir.......
No entanto,
confesso que com algum espanto,
ensarilhei o meu carreiro,
lancei-me no terreiro,
trabalhei o pão,
com todo o meu coração......
Sem senão,
nem perdão,
e plena de comoção,
lembrei-me,
que sou tua..........
E apareci-te,
toda nua!
PARA TI MÃE

Mãe,
que me confessas,
a saudade,
que tens de mim.....
Mãe,
que te recordas,
do calor dos meus abraços,
quando para o teu colo,
saltava a sorrir........
Mãe,
que sentes o estilhaço,
que me percorreu,
o peito,
e me deixou sem jeito.........
Mãe,
que és lei,
que és dádiva,
que és feno,
que és plena.......
E conseguiste,
fazer-me vida!
QUE O SONHO SE TORNE REALIDADE
CARREIRA DE TIRO
Desprende a beleza que transportas no teu ser!...
Verte o copo de saber que possues,
para que eu o possa beber,
e saborear a sede que me percorre.........
Chora os teus amargos no meu abraço,
para que eu possa sentir o meu ir!
Peneira as flores da tua cameleira,
aqui sem eira nem beira..............
Que eu saberei investir,
na minha carreira!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
16 de abril de 2010
VERDADE E CONSEQUÊNCIA
Agora aprendi a escutar o silêncio...
A amar o diferente...
A seguir o voo de pássaros incandescente,
que algures me perturbaram a mente...
A apreciar a quietude da noite,
em que a suave melodia que abana o meu peito,
me faz recordar o teu sorriso quando me vias,
o teu olhar verdadeiro quando subias,
e me enlaçavas sem receio...
Agora,
agora, escutei o vento quente,
que sopra longe,
que nem sempre ilude o rasgar do meu coração...
Agora,
agora , se conseguirmos encontrar,
a sensação esquecida,
em vão de hipóteses fartas de explosões nefastas...
Será então agora,
meu amor,
que te direi,
o quanto sofri...
O quanto esqueci...
O quanto perdi...
Sem conseguir entrar em ti!..................
21 de março de 2010
CASAMENTOS

Pensamentos,
brancos, límpidos e ténues...
Recorda-se momentos que levaram a caminhos singelos...
A festa corre,
o saber do ser embarca para terras fertéis,
inundadas de paladares perfeitos...
Com jeito embala-se o berço...
Agarra-se o terço...
Dorme-se sem paz...
E pensa-se no que se é capaz...
A mente explode!...
O grito vem,
o desdém surge,
e a cumplicidade esmorece...
Pede-se serenidade,
apela-se à amizade...
Relembra-se palavras,
relêem-se histórias,
pergunta-se perguntas sem resposta...
A alma encosta,
a porta range...
Entre choros,
existem momentos de dor,
pede-se que a mágoa não distraia a mente cansada,
que tenta não perder,
o saber de alma,
que espreme e suga...
O Sacramento imponente,
que é o casamento!!!
14 de fevereiro de 2010
SUICÍDIO

Pouso as mãos,
ou antes,
ergo as mãos...
Despeço-me da mente,
antes porém,
tento decifrar o que ficou por decifrar,
puxar as linhas do desalinho,
da minha vida,
as cordas partidas,
da viola em que toquei o som do meu percurso...
Deparo-me com uma imensidão,
de agonias e despropósitos...
Não quero mais!
Não quero ver!
Não quero saber!
Sómente parar,
deixar-me ir...
Esquecer o ser,
perder o ter,
desaprender o saber...
Pouso as mãos,
ou antes,
ergo as mãos...
Dás-me um pedaço de pão?!...
6 de fevereiro de 2010
TEMOR
Temo o teu arrepio,
que é arredio...
Temo o meu arrepio,
que de tão forte o sentir,
não senti nada...
Sómente um estilhaço no peito...
Temo a tua força,
a tua dor,
a tua agonia,
que se torna em ira...
Ao mínimo estrebuchar,
de pétalas que caem ao sabor de lágrimas pesadas...
Temo o teu grito,
o teu silvo,
o teu tremor,
o meu tremor,
que sabe a pavor,
que me deixa sem cor...
que é arredio...
Temo o meu arrepio,
que de tão forte o sentir,
não senti nada...
Sómente um estilhaço no peito...
Temo a tua força,
a tua dor,
a tua agonia,
que se torna em ira...
Ao mínimo estrebuchar,
de pétalas que caem ao sabor de lágrimas pesadas...
Temo o teu grito,
o teu silvo,
o teu tremor,
o meu tremor,
que sabe a pavor,
que me deixa sem cor...
16 de janeiro de 2010
EXISTÊNCIA
RESGATE
Preciso talvez de químicos!...
Preciso talvez de arrogância!...
E de ganância?...
Será?
Apanhar a lama,
que resiste ao descalabre de vidas ocultas e pervertidas...
Subsiste apenas o desgaste,
e o infortúnio delinquente,
de fartura de estruturas com fissuras...
Por vezes,
a sensação de alegria,
ainda percorre a minha mente...
Será?...
Sinto a náusea enebriante do ópio,
que me faz iludir,
a inútil sensação de estar viva...
As taças de vinho,
que esvazio lentamente,
com olhar ávido de devaneio,
doentio e escusado...
Onde eu estou?
Onde eu paro?
Onde me está a levar,
o gosto pela saliva dura...
Pelo perigo aflito de cristais sem brilho,
que se lançam em labirintos,
esquecidos,
perdidos,
destratados...
Onde o sentir do corpo rasgar,
da mente que explode,
e do contacto proibido,
com chagas definitivas de podridão...
Nem já a alma agradece...
Nem reflecte...
Será que peço que cesse?!...
13 de janeiro de 2010
ENCANTO
CASO OU ACASO DE NÉON

Sempre que nos amamos,
em encontros de paixão e sedução,
desenho-te na minha imaginação...
Rasgos de loucura vã,
traços perdidos e esgotados,
luzes que fecham e calam...
Flashes de agonia pervertida,
símbolos drásticos,
com sabor a calor...
Onde não existe pudor,
onde o odor quente do arranharar da mente,
resurge forte,
e responde ao brilho esgotante,
duma noite perdida,
esquecida,
incapaz de mover o ser,
para além da linha devorante,
que dum instante acorda,
e toca num filamento de cores,
que estiram no firmamento...
MOMENTO
Sentir que a cabeça voa louca,
sentir que o vazio desvanece,
sentir que a alma cresce,
e desenha em ritmo descontrolado pautas e linhas,
ferventes de delírios e confusões...
Não existe decisão,
não existe contemplação...
O amor é feito de doações,
onde não existe esforço,
onde não existe dor,
nem tempo, nem sombras,
onde o calor afaga o teu pasmo...
Onde o cair das vestes é solto,
onde o largar do espaço é infinito,
e o sentir do ocaso trespassa a minha emoção...
Não perguntar,
não decidir, nem explicar...
Deixar acontecer,
revelar as imagens captadas no momento,
e para sempre fechar a porta,
que deixámos para trás...
Abrir o leque com um simples pestanejar,
de vidas soltas e simples...
Algures no tempo,
encontraremos muito e muito mais...
De momento,
só quero mesmo é este momento!...
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